Mesmo fora do palco, o artista continua exercendo seu trabalho. Ele observa um jeito de andar, repara em um tique e, assim, constrói seu personagem…
Anna Carolina Oliveira
Mesmo fora do palco, o artista continua exercendo seu trabalho. Ele observa um jeito de andar, repara em um tique e, assim, constrói seu personagem…
Anna Carolina Oliveira
Não sei se os leitores desse blog (Adedanhas) já perceberam, mas além de teatro eu amo tudo que está associado à televisão. Por isso quando vi essa peça não resisti e vim contar para todos vocês!
O Teatro do Ator está com uma peça - A TV que você não Vê II - que deve ser simplesmente sensacional…
Um espetáculo que satiriza alguns programas de televisão e seus personagens. Imagina isso? Todos aqueles papéis marcantes da teledramaturgia - e que eu adoro - nos palcos.
Vou com toda a certeza… E depois volto aqui para contar se vale a pena, ok!?
Outras informações, clique aqui!
Lygia Haydée
Lembra de Marcelo Médici, aquele que participou durante um bom tempo do programa “A Parça é Nossa”, do SBT, e fez as novelas globais “Belíssima” e “Sete Pecados”? Pois bem, agora quem quiser poderá vê-lo atuando assim bem de pertinho. Tudo porque o intéprete está com a peça “Cada um com seus Pobrema” em São Paulo. O espetáculo está em cartaz no teatro Teatro Frei Caneca até o dia 3 de agosto.
O site oficial da peça tem todos os detalhes para aqueles que querem vê-lo nos palcos…
Lygia Haydée
Aqui estou eu de novo comentando, com um viés diferente, um post já publicado deste blog. Primeiro mostrei a matéria publicada com o Wagner Moura sobre Hamlet, que a Daniela já havia falado. Agora estou aqui para escrever do estilo de Marco Nanini na peça “O Bem Amado”, texto escrito pela Priscila tempos atrás.
Que figurino fantástico e criativo. Não existe a possibilidade de sair do teatro Cultura Artística, onde a peça está sendo encenada, sem reparar em cada detalhe das roupas utilizadas pelo ator. Simplesmente demais!
Os sapatos são o ponto forte do figurino. Sempre com salto e muito brilho; um show! Mas isso não significa que os ternos de Nanini na apresentação deixam a desejar. Pelo contrário. Sempre com um toque diferente, eles ajudam imensamente no desenrolar da história.
Aliás, fazendo um adendo, o cenário é outro fator que trás muita singularidade a peça e prende o espectador atento a tudo o que se passa no palco.
Uma ótima recomendação para aqueles que buscam o que fazer no final de semana…
Não lembra quando, onde está pasando a peça? Pois aí vai o aquele resuminho super útil para que possa dar uma conferida:
“O Bem Amado”
Teatro Cultura Artística, sala Esther Mesquita
R. Nestor Pestana, 196, Consolação - tel. 11/3258-3595.
Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 18h. Até 27/7.
Valores: R$ 25 a R$ 100.
Lygia Haydée
Segue uma dica para o fim de semana:

A peça Senhora dos Afogados está com uma montagem ótima no Teatro Anchieta/Sesc Consolação. A peça de Nelson Rodrigues tem direção de Antunes Filho e encenação do CPT e do grupo Macunaíma. Vale a pena conferir! Em cartaz até 27/7.
Teatro Anchieta/Sesc Consolação
r. Dr. Vila Nova, 245, tel.: 3234-3000
Sextas e Sabádos, às 21h e Domingo, às 19h.
Ingressos: De R$5 a R$20
Priscila Zuini
Confira outros destaques da Virada Cultural:
Espetáculo de acrobatas circenses em pleno Vale do Anhangabaú? Sim! Acrobático Fratelli se apresentará das 18h do dia 26 até as 18h do dia 27. Grátis.
A Cia. Linhas Aéreas apresenta um número literalmente nas alturas, a peça Sofá se passa em cima de um pequeno andaime na esquina da Av. São João com a R. Aurora. Dia 26, às 24h e dia 27, em dois horários, 1h e 15h. Grátis
E para a alegria da criançada, o Espaço Parlapatões apresenta O Brincabraque, dia 27, às 17h. A entrada é gratuita.
Bom divertimento a todos!
Priscila Zuini

Quem quiser aproveitar esse evento (26 e 27/04) organizado pela Prefeitura de São Paulo, não pode perder a peça “Prego na Testa” e ainda por cima de GRAÇA. E para aqueles que falam que não tem tempo de ir ao teatro, porque trabalham, o horário é bem diferente e vamos dizer, acessível para quem estiver disposto a dormir mais tarde.
O texto é uma adaptação do monólogo de Eric Bogosian. São nove esquetes super engraçadas sobre a neorose de quem vive no caos urbano.
Vale a pena conferir
Domingo
00:00 H
Espaço Parlapatões - Praça Roosevelt
E para quem quiser outras opções é só dar uma olhadinha no site do evento
Daniela Rosolen
Estreiou no último fim de semana a peça “O Bem Amado”, sucesso de Dias Gomes, com Marco Nanini no papel do mítico Odorico Paraguaçu.

A história, sucesso na televisão, fala das confusões da cidadezinha baiana Sucupira e de seu prefeito que prometeu em campanha a construção de um cemitério, mas atrasa cada vez mais sua inauguração.
O texto de Dias Gomes, escrito em 1962, foi adaptado por Guel Arraes e Cláudio Paiva, que incluiram menções aos escândalos políticos atuais para manter a essência crítica da obra.
Encenada por oito integrantes da Cia. dos Atores que se revezam nos papéis, a peça conta com um cenário assinado por Gringo Cardia e direção de Enrique Diaz.
Confira a entrevista dada por Nanini para o videocast da Folha.
“O Bem Amado”Priscila Zuini
“Para mim, a vida é a miniatura do teatro. Ele a aumenta, a embeleza, a sublima. A vida cria o conflito: o teatro o resolve; e, nessa solução, a vida tem aumentado seu patrimônio moral. A vida está cheia de Ciranos, Hamlets e Otelos, mas, só depois da arte, os haver mostrado, é que o mundo começou a reparar neles.”
Procópio Ferreira (1898 – 1979)
Anna Oliveira
Foi sentada em uma cadeira dura em uma sala de aula de auto-escola que tive meu primeiro contato com um livro de peça de teatro. Até então era “novata” nesse tipo de leitura.
A obra era A Serpente, de Nelson Rodrigues, e logo de início me deparei com o seguinte diálogo: “Décio – Diz agora que és p***. Diz que eu quero ouvir. / Lígia (lenta) – Sou uma prostituta. / Décio (trincando as palavras) – Eu não disse prostituta. Eu quero p***. / Lígia (soluçando) – Vou dizer. Sou uma p***”. Choque. Primeiro porque houve aquele estranhamento com a disposição do texto – não estava acostumada com todas aquelas rubricas –, segundo porque não é sempre que dou de cara com um diálogo um tanto quanto violento já nas primeiras páginas.
Vou confessar: no começo foi um pouco difícil me acostumar com o estilo da escrita. Algumas vezes me pegava pensando “mas quem está dizendo isso mesmo?”, aí voltava e identificava o personagem no canto esquerdo da página. No entanto, após alguns tropeços, peguei o jeito da leitura e, então, ela deslanchou.
É interessante notar como, mesmo não estando dentro de um teatro sentada em uma daquelas poltronas acolchoadas e mirando direto para o palco, a sensação é bem parecida com a de fazer parte da platéia. As descrições contidas nas rubricas e as tantas falas dos personagens me fizeram andar – ou melhor, ler – no ritmo da história, me transportando para dentro dela.
Anna Oliveira