Para rir…

as 

O diretor Hugo Villavicenzio está em cartaz, em São Paulo, com a peça ‘Rídicula Concórdia’, no teatro coletivo fábrica.

A montagem traz textos curtos de autores latino-americanos, como o equatoriano José Martinez Queirolo e o mexicano Emilio Carballido. A comédia encenada pelo grupo Conexión Latina está em cartaz às sextas.

Serviço:

Teatro Coletivo Fábrica 2: Rua da Consolação, 1623 / Fone: 3255-5922

Ingressos: $20

Quando: sextas, às 21h30

Aproveitem!

Priscila Zuini

Desejo…

Afinal, o que é desejo? QUem tem a resposta: o dicionário, a filosofia ou a psicanálise? Foi para entender isso que o ator e diretor Eduardo Santhiago resolveu montar a peça ‘Désir’.

A montagem aborda a vida de um casal socialmente reprimido e os três “desejos” que envolvem os dois. Confira a entrevista em vídeo de Santhiago à Folha.

“Désir”
Espaço dos Satyros Um, praça Roosevelt, 214,
São Paulo, tel.: 0/xx/11/3258 6345.
todas as quintas-feiras, às 21h, até o dia 26 de junho.
Ingressos: de R$5 a R$20.

Priscila Zuini

Publicado em: on Junho 24, 2008 at 8:46 pm Comentários (0)

Afinal, o que é revolução?

Retomando as reportagens sobre 1968 não podíamos deixar de falar sobre o espetáculo Roda Viva, que marcou aquele ano.

 

rv

 

Escrita por Chico Buarque e dirigida por José Celso Martinez Corrêa, em 1968, a peça Roda-Viva marcou o teatro brasileiro ao mexer com a platéia, provocá-la e escancarar os problemas da época. Apesar de alguns julgarem o texto “ingênuo”, a peça ficou conhecida como parte do “teatro de agressão”, muito criticado na época, mas que não deixava de lotar as apresentações. Durante a temporada de São Paulo, o teatro foi invadido, destruído e os atores sofreram agressões.

Em entrevista exclusiva, a atriz Margarida Baird, que fazia parte do coro, fala sobre a peça, a invasão do Teatro Ruth Escobar e as marcas deixadas por aquele momento.

Como surgiu a oportunidade para participar de Roda Viva?Margarida Baird - Eu sou carioca, na época namorava o Antonio Pedro e já fazia teatro. Antes de a peça vir pra cá eu já entrei no elenco para vir com ele. Na época eu usava o nome de Margot.

Você imaginava que a repercussão seria tão forte?

MB - Não tinha idéia. A gente sabia que estava fazendo alguma coisa muito diferente. Mas não tinha idéia da repercussão.

Diferente como?

MB - Por ser uma peça que mexia com a platéia. Não era uma coisa muito comum sacudir as pessoas, era uma coisa muito, digamos, revolucionária. O próprio Zé Celso depois dirigiu Galileu e ele achou que tava indo pra trás, que tava fazendo um teatro mais comportado.

E o que você achou da direção do Zé Celso em Roda Viva?

MB - Era um trabalho lindíssimo, fortíssimo, extremamente jovem, intenso. E realmente mexia, ele tava fazendo uma revolução na linguagem teatral. Tanto que uma vez em Paris eu encontrei uma atriz que era professora de teatro e ela disse que o melhor diretor de teatro era o Zé Celso que se mantinha vivo, mais do que Peter Brooke. Interessante, não é?!

Como costumava ser a reação da platéia durante o espetáculo?

MB - Era muito forte, tanto que teve a reação que teve [invasão e destruição do teatro pelo Comando de Caça aos Comunistas]. As pessoas ficavam chocadas, mas ao mesmo tempo elas gostavam dessa mexida, até por que era um sucesso extraordinário o espetáculo.

O que aconteceu no dia em que o teatro foi invadido?

MB - Foi um espetáculo lotado como sempre. Mas o Antonio Pedro, que fazia o anjo e o empresário, percebeu que não havia uma reação muito grande às piadas, o público normalmente reagia bem e nesse dia foi uma reação mais contida. E foi uma coisa muito rápida por que a gente mal saiu de cena já começou toda a quebradeira. Foi surpreendente e mal deu tempo da gente trocar de roupa. Foi rapidíssimo, pois eles estavam muito bem organizados, como a direita costuma estar sempre. Então, uma parte foi para os camarins e a outra parte quebrou o teatro.

Você notou algo diferente durante o espetáculo?

MB - Do público eu não notei tanta diferença, mas eles estavam na platéia e declararam isso. Mas depois o negócio foi bravo.  A gente ouviu um barulhão e achamos que estava havendo alguma coisa. O que me passou pela cabeça foi que como todos os rapazes ficavam juntos no camarim, parecia que todos estavam brigando. Então nós saímos dos nossos camarins para ver o que estava havendo, com as roupas de cena. E aí pronto, o caos estava instalado. Era muita gente, a pessoa que tirou a minha roupa e me agrediu era muito novo, devia ter minha idade ou menos.

 

Durante a confusão houve alguma distinção entre homens e mulheres?

MB - Sim. Fizeram todos os homens saírem do camarim e do teatro e nós, mulheres, eles atacaram mesmo. Eles quebraram tudo, machucaram as pessoas e foram embora. Foi rapidíssimo, mas parecia que tinha durado a vida inteira.

Você teve algum ferimento mais grave ou alguma seqüela?

MB - Não, físico, não. Eu fiquei sem roupa no meio do corredor, a minha calcinha estava estraçalhada quando eu a encontrei no meio dos destroços e eles apertaram o meu seio dizendo: “Isso é que é revolução! Isso é que é revolução!”.

Vocês receberam alguma justificativa após o ataque?

MB - Eles mesmos puseram no jornal que era uma reação à peça e se identificaram como o CCC [Comando de Caça aos Comunistas] e justificaram a invasão em cima disso.

Como você ficou depois disso tudo?

MB - Sofri horrores, morria de medo. Tinha muito medo de sair na rua, de chegar em casa. Eu tinha muito medo, fiquei apavorada.

Qual foi a reação da sua família?

MB - Eu morava no Rio, e minha família estava lá. Foi só aquilo: “Viu só, fica fazendo essas coisas, viu no que dá?” Mas eu era de esquerda, sim, como toda juventude pensante.

Como você definiria o clima cultural de 68?

MB - Era um clima extremamente fértil, que tinha muita esperança de que tava mudando o mundo. A gente achava que o que a gente estava fazendo estava realmente contribuindo para que o ser humano fosse um pouco melhor. Mas infelizmente não foi o que aconteceu.

Ainda existe esta fertilidade hoje?

MB - Eu acho que atualmente as pessoas estão preocupadíssimas em ganhar dinheiro, em consumir. Não existem mais utopias, a cultura está muito pobre, está tudo muito triste.

Para você, qual é a lembrança mais marcante da invasão do teatro?

MB - Para mim são várias, mas essa coisa de me atirarem no corredor, apertarem meu seio e dizerem que aquilo que era revolução, me chocou bastante. E ainda por ele [o agressor] ser muito jovem.

 Priscila Zuini

 

 

 

 

 

Publicado em: on Junho 20, 2008 at 11:10 pm Comentários (0)

Diavolo em São Paulo

Amanhã, dia 16, o grupo americano de dança Diavolo Dance Theater se apresentará em São Paulo pela primeira vez. 

A trupe mistura números circenses com passos tradicionais de dança e muita criatividade. A intenção do grupo, fundado em 1992 por Jacques Heim, era misturar atores, acrobatas e bailarinos no mesmo espetáculo.  

Diavolo Dance Theater

Via Funchal: Rua Funchal, 65 - Vl. Olímpia

Dia 16/5, às 21h30

Ingressos: de R$40 a R$150

Priscila Zuini

 

Publicado em: on Maio 15, 2008 at 12:37 pm Comentários (0)

Atendendo a pedidos…

Segue uma dica para o fim de semana:

 

sen

A peça Senhora dos Afogados está com uma montagem ótima no Teatro Anchieta/Sesc Consolação. A peça de Nelson Rodrigues tem direção de Antunes Filho e encenação do CPT e do grupo Macunaíma. Vale a pena conferir! Em cartaz até 27/7.

Teatro Anchieta/Sesc Consolação

r. Dr. Vila Nova, 245, tel.: 3234-3000 

Sextas e Sabádos, às 21h  e Domingo, às 19h.

Ingressos: De R$5 a R$20

Priscila Zuini

 

 

Publicado em: on Maio 13, 2008 at 5:11 pm Comentários (0)
Tags: , , ,

Mais da Virada

Confira outros destaques da Virada Cultural:

Espetáculo de acrobatas circenses em pleno Vale do Anhangabaú? Sim! Acrobático Fratelli se apresentará das 18h do dia 26 até as 18h do dia 27. Grátis.

A Cia. Linhas Aéreas apresenta um número literalmente nas alturas, a peça Sofá se passa em cima de um pequeno andaime na esquina da Av. São João com a R. Aurora. Dia 26, às 24h e dia 27, em dois horários, 1h e 15h. Grátis

E para a alegria da criançada, o Espaço Parlapatões apresenta O Brincabraque, dia 27, às 17h. A entrada é gratuita.

Bom divertimento a todos!

Priscila Zuini

 

Publicado em: on Abril 26, 2008 at 12:42 am Comentários (1)
Tags: , ,

Estréia da Semana

Estreiou no último fim de semana a peça “O Bem Amado”, sucesso de Dias Gomes, com Marco Nanini no papel do mítico Odorico Paraguaçu.

 

A história, sucesso na televisão, fala das confusões da cidadezinha baiana Sucupira e de seu prefeito que prometeu em campanha a construção de um cemitério, mas atrasa cada vez mais sua inauguração.

O texto de Dias Gomes, escrito em 1962, foi adaptado por Guel Arraes e Cláudio Paiva, que incluiram menções aos escândalos políticos atuais para manter a essência crítica da obra.

Encenada por oito integrantes da Cia. dos Atores que se revezam nos papéis, a peça conta com um cenário assinado por Gringo Cardia e direção de Enrique Diaz.

Confira a entrevista dada por Nanini para o videocast da Folha.

 “O Bem Amado”
Teatro Cultura Artística, sala Esther Mesquita
R. Nestor Pestana, 196, Consolação - tel. 11/3258-3595.
Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 18h. Até 27/7.
Valores: R$ 25 a R$ 100.

 Priscila Zuini

 

Publicado em: on Abril 21, 2008 at 11:17 pm Comentários (1)
Tags: , , , , ,

Último Adeus

Nossa homenagem à Renata Fronzi, atriz do teatro de revista, que faleceu hoje. 

Mais informações no G1.

Priscila Zuini

Publicado em: on Abril 15, 2008 at 8:53 pm Comentários (1)
Tags: , , ,

“O Caminho para Meca”

Estréia neste sábado, dia 5, a peça “O Caminho para Meca”, no novo teatro Cosipa Cultural, na zona sul da capital, próximo ao metrô Conceição. A peça traz de volta aos palcos a atriz Cleyde Yáconis, de 84 anos.
O texto de Athol Fugard, escrito em 1984, conta a história de Helen Elizabeth Martins, artista sul-americana, que polemizou a sociedade com suas obras.

“O Caminho para Meca”
Teatro Cosipa Cultura - Av. do Café, 277, Vila Guarani
tel. 5070-7018/3089-6999.
Sex.: 19h30 / Sáb.: 21h / Dom.: 18h
90 min. 12 anos. Em cartaz até 1/6. Ingressos: R$ 40

Priscila Zuini

Publicado em: on Abril 8, 2008 at 10:04 pm Comentários (0)
Tags: , , , , , , , ,

Cirque du Soleil

Mesmo não sendo puramente teatro, as apresentações do Cirque du Soleil são, sem dúvida, um espetáculo. A companhia circense foi fundada em 1984, em Quebec, no Canadá. São oito shows diferentes que misturam música, quadros circenses, teatro e dança.

Dêem uma olhadinha nos principais momentos do espetáculo Alegría, em cartaz em São Paulo.

 Priscila Zuini

Publicado em: on Abril 7, 2008 at 7:51 pm Comentários (0)
Tags: , , , ,