Essa é para mim!

Não sei se os leitores desse blog (Adedanhas) já perceberam, mas além de teatro eu amo tudo que está associado à televisão. Por isso quando vi essa peça não resisti e vim contar para todos vocês!

O Teatro do Ator está com uma peça - A TV que você não Vê II - que deve ser simplesmente sensacional…

Um espetáculo que satiriza alguns programas de televisão e seus personagens. Imagina isso? Todos aqueles papéis marcantes da teledramaturgia - e que eu adoro - nos palcos.

Vou com toda a certeza… E depois volto aqui para contar se vale a pena, ok!?

Outras informações, clique aqui!

Lygia Haydée

 

Publicado em: on Junho 27, 2008 at 2:47 pm Comentários (0)
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E no teatro tem comédia? Tem sim senhor!

Lembra de Marcelo Médici, aquele que participou durante um bom tempo do programa “A Parça é Nossa”, do SBT, e fez as novelas globais “Belíssima” e “Sete Pecados”? Pois bem, agora quem quiser poderá vê-lo atuando assim bem de pertinho. Tudo porque o intéprete está com a peça “Cada um com seus Pobrema” em São Paulo. O espetáculo está em cartaz no teatro Teatro Frei Caneca até o dia 3 de agosto.

O site oficial da peça tem todos os detalhes para aqueles que querem vê-lo nos palcos… 

Lygia Haydée

Publicado em: on Junho 25, 2008 at 7:33 pm Comentários (0)
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Espanha no Brasil

 

Quem gosta de dança, artes plásticas e música vai adorar a novidade que está no Centro Cultural São Paulo desde a última terça-feira, dia 24. O motivo? A mostra “Diálogos Cênicos Brasil-Espanha”, que tem como proposta apresentar grupos teatrais “híbridos”, terá apresentações gratuitas de quatro grupos espanhóis e quatro brasileiros até domingo.

Confira toda a programação:

PEÇAS
Dia 24, às 21h - Sala Jardel Filho
“Sobre Anjos & Grilos - O Universo de Mário Quintana”
Companhia de Solos & Bem Acompanhados (Brasil)
A atriz Deborah Finocchiaro interpreta e canta textos e poemas de Mario Quintana (1906-1994), utilizando imagens criadas pela artista plástica Zoravia Bettiol

Dias 25 e 26, às 19h e às 20h - Foyer e Espaço de Convivência
“Menudo Tremendo”
Cia. Txo Titelles (Espanha)
Espetáculo de bonecos com um cantor de rua que entretém o público cantando sobre temas atuais

Dia 25, às 21h - Sala Jardel Filho
“EGO-tik”
Asier Zabaleta (Espanha)
O bailarino e coreógrafo basco Asier Zabaleta utiliza a dança e o audiovisual, com vídeos de Iker Urteaga, para fazer um estudo sobre sua própria personalidade

Dia 26, às 21h - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
“Hagoromo, o Manto de Plumas”
De Fabio Mazzoni e Emilie Sugai (Brasil)
Atribuído a Motokio Zeami (1363-1443), o poema “Hagoromo, o Manto de Plumas” foi coreografado pela bailarina Emilie Sugai, que sob a direção de Fabio Mazzon apresenta a história do pescador de coração duro e o anjo que volta à Terra para recuperar Hagoromo, o manto divino sem o qual não pode retornar ao céu

Dias 26, 27 e 28, às 19h* - Jardim Suspenso
“Falso Espetáculo”
Cia. Vazia (Brasil)
Misturando teatro, dança e performance (além de uma participação em vídeo de Sheila Mello), o grupo propõe um questionamento à idéia do espetáculo e dos estereótipos artísticos

Dias 27 e 28, às 20h e às 21h - Jardim Interno
“Re9n (Renueven)”
De Nartxi Azkargorta (Espanha)
Espetáculo de marionetes que mistura música ao vivo e gravada e investiga novas técnicas de manipulação

Dia 27, às 21h - Sala Jardel Filho
“Delírios de Grandeza”
De David Espinosa (Espanha)
Em sete ações diferentes, o ator procura aparecer aos olhos do espectador como estrela de Hollywood, campeão mundial de futebol, super herói, sex symbol, rockstar, personagem histórico e poeta suicida, utilizando apenas um computador portátil, uma mochila de roupas e o próprio corpo

Dia 28, às 21h - Sala Jardel Filho
“f.r.a.n.z.p.e.t.e.r”
De Sergi Fäustino (Espanha)
O espetáculo mostra um “concerto-debate” em que se discute a vida do compositor Franz Schubert, apresentando uma seleção de seus sucessos

Dia 29, às 20h - Sala Jardel Filho
“O Processo”
De Sandro Borelli (Brasil)
O diretor Sandro Borelli aproveita o duelo entre opressor e oprimido da obra de Franz Kafka para construir um espetáculo de “teatro coreográfico”

DEBATES
Dia 25, às 16h - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
“Linguagens Híbridas”
O crítico hispano-chileno José Henríquez e a doutora em comunicação e semiótica brasileira Christine Greiner discutirão tendências das artes cênicas contemporâneas, com mediação de Sebastião Milaré

Dia 29, às 11h30 - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
“Diálogos Cênicos Brasil-Espanha: linguagens híbridas”
Representantes dos grupos avaliando as tendências estéticas apresentadas na Mostra

DEMONSTRAÇÕES
Participantes do evento demonstram seus processos criativos e técnicas

Dia 25 - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
Cia. de Solos & Bem Acompanhados (11h)

Dia 26 - Sala Jardel Filho
Asier Zabaleta (10h) e Txo Titelles (11h30)

Dia 27 - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
Fábio Mazzoni e Emilie Sugai (10h) e Sandro Borelli (11h30)

Dia 28 - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
Davi Espinosa (10h) e Elisa Ohtake (11h30)

Dia 29 - Sala Paulo Emílio Salles Gomes
Sergi Faustino (10h)

Quer ver mais imagens da mostra? Clique aqui!

Lygia Haydée

Publicado em: on at 7:09 pm Comentários (0)
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O bem arrumado…

Aqui estou eu de novo comentando, com um viés diferente, um post já publicado deste blog. Primeiro mostrei a matéria publicada com o Wagner Moura sobre Hamlet, que a Daniela já havia falado. Agora estou aqui para escrever do estilo de Marco Nanini na peça “O Bem Amado”, texto escrito pela Priscila tempos atrás.

Que figurino fantástico e criativo. Não existe a possibilidade de sair do teatro Cultura Artística, onde a peça está sendo encenada, sem reparar em cada detalhe das roupas utilizadas pelo ator. Simplesmente demais!

Os sapatos são o ponto forte do figurino. Sempre com salto e muito brilho; um show! Mas isso não significa que os ternos de Nanini na apresentação deixam a desejar. Pelo contrário. Sempre com um toque diferente, eles ajudam imensamente no desenrolar da história.

Aliás, fazendo um adendo, o cenário é outro fator que trás muita singularidade a peça e prende o espectador atento a tudo o que se passa no palco.

Uma ótima recomendação para aqueles que buscam o que fazer no final de semana…

Não lembra quando, onde está pasando a peça? Pois aí vai o aquele resuminho super útil para que possa dar uma conferida:

“O Bem Amado”
Teatro Cultura Artística, sala Esther Mesquita
R. Nestor Pestana, 196, Consolação - tel. 11/3258-3595.
Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 18h. Até 27/7.
Valores: R$ 25 a R$ 100.

Lygia Haydée

As expectativas para Hamlet

Como a peça de Wagner Moura, Hamlet, está dando o que falar - como você leu no post anterior - escrevo mais um postizinho no blog para falar um pouco mais sobre esse teatro…
Olha o que o ator falou sobre a sua expectativa durante a coletiva de imprensa da peça!

Hamlet: Wagner Moura quer espectadores de Tropa

Agora só resta saber como será a atuação de Wagner em Hamlet. Será com um toque de Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, ou de Olavo, da novela global Paraíso Tropical?

Lygia Haydée

Publicado em: on Junho 20, 2008 at 12:26 am Comentários (0)

A revolução da teledramaturgia brasileira debaixo de censura

novela           

          1968 não foi um ano relevante apenas para a história do país e do mundo. Essa data também tem grande importância para a linha histórica da teledramaturgia brasileira, afinal foi nesse ano que a novela Beto Rockfeller teve o seu ponta pé inicial. Escrita por Bráulio Pedroso, e posteriormente por Eloy Araújo e por Ilo Bandeira, a trama é considerada atualmente um divisor de águas da dramaturgia, pois, em 40 anos de novelas diárias no Brasil, essa novela é uma das que mais marcou a produção nacional. Exibida pela TV Tupi a partir de novembro, o folhetim teve que ser confeccionado com baixos custos, já que a emissora passava por uma crise financeira. Assim, a melhor forma de viabilizar a produção era fazendo cenários e vestuários mais acessíveis, caracterizando assim as roupas comuns da época, o que também era considerado uma inovação naquele tempo.

         Em um cenário tomado pela ditadura militar e pela opressão política e ideológica, Pedroso precisou recorrer ao cotidiano urbano paulistano para elaborar aquele que seria considerado um de seus textos mais primorosos. Dessa forma, deu um toque coloquial aos diálogos da novela, e conseguiu fazer com que sua trama fosse aprovada pelos militares que governavam o Brasil, como comenta a professora da Universidade Federal da Bahia e especialista em teledramaturgia, Carmem Jacob. “Esse é um critério adotado pelos criadores e depende da avaliação que fazem do contexto político”. Além disso, o autor utilizou em sua composição um anti-herói que, como lembra Mauro Alencar em seu livro A Hollywood brasileira – Panorama da telenovela no Brasil, “não era um herói nem vilão, apenas um homem comum que tentava penetrar na alta sociedade paulistana”.

         Aliás, Luiz Gustavo Blanco, o intérprete desse protagonista esperto e cheio de ginga, comentou em entrevista ao Portal Terra a dificuldade de interpretar esse personagem em pleno contexto histórico da época. “Naquele momento, era uma ousadia um personagem como este”. E ainda foi complementado por Marília Pêra, que no folhetim interpretava Manuela. “Estávamos no auge da ditadura, era a hora de quebrar barreiras. A obrigatoriedade do herói bonzinho era uma imposição que caiu por terra”. Vale salientar, inclusive, que o próprio título da trama, Beto Rockfeller, demonstra esse espírito revolucionário que o folhetim pretendia trazer para o dia-a-dia dos telespectadores. O nome Beto foi escolhido por ser um apelido bem brasileiro; já Rockfeller queria representar o sobrenome de uma das maiores fortunas internacional encontradas no país naquele período.

          Seu toque inovador pode ser resultado da escolha do autor da trama, já que Pedroso revelou em entrevista a Alencar que jamais havia assistido à uma novela inteira antes de ser convidado para escrever tal folhetim. “Talvez por isso ele tenha conseguido criar algo tão fora dos padrões da televisão da época, inspirado em seu trabalho no teatro”, argumentou o escritor. E essas novidades não ficaram só por conta dos personagens e da trama que o novelista desenvolveu com maestria, a inclusão de músicas populares nacionais e internacionais na trilha sonora do folhetim também contribuíram para que Beto Rockfeller propiciasse uma verdadeira revolução no modo de pensar e de fazer a teledramaturgia brasileira. “Ela influenciou o modo de pensar novela no Brasil, mas influenciou principalmente no modo de criar e comercializar telenovelas. Foi mais um símbolo importante para uma mudança em curso no modo de se fazer telenovela”, assegurou a professora Carmem Jacob.

         E por causa da sua forma inusitada de mostrar a realidade daqueles tempos, a produção, além de virar febre nacional, também fez com que o folhetim fosse destaque dos principais veículos do país, como recorda Luiz Gustavo Blanco. “Fomos parar nas colunas sociais e políticas. Íamos presos a cada duas semanas por causa da censura. Fomos capa da Veja logo depois da estréia”. E não pára por aí. Ana Rosa Galego, a intérprete de Cida, contou que a censura também não perdoava algumas cenas que revolucionaram a teledramaturgia daquela época, como, por exemplo, a primeira cena de sexo dos folhetins. “A censura caiu em cima, mas foi tudo sutilmente dirigido. Tinha beijo, abraço, a câmera descia para os pés e só mostrava o vestido caindo”.

         Enfim, Beto Rockfeller, que teve direção de Lima Duarte e de Walter Avancini tornou-se assunto diário dos brasileiros, mostrando as artimanhas de um homem cara de pau e com muita desenvoltura para se comunicar. Assim, em plena ditadura militar, a novela pode ser desenvolvida e acabou virando símbolo de uma excelente produção que não marcou apenas aquele período histórico, mas fez também com que o modo de criar novelas fosse repensado a partir dali.

 

Lygia Haydée

 

 

Publicado em: on Maio 15, 2008 at 12:44 pm Comentários (1)
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A primeira vez a gente nunca esquece…

Pelo meu último post já deu para perceber um pouco o quanto sou apaixonada por musicais. O primeiro que assisti foi Miss Saigon quando ainda tinha 10 aninhos. Fui morar três meses nos Estados Unidos e pude conhecer de perto a magnitude da Broadway. Por isso deixo vocês com dois trechos desse belo musical, que assisti novamente ano passado na montagem brasileira.


Lygia Haydée

Publicado em: on Abril 18, 2008 at 1:09 am Comentários (0)

Oba! Lá vem mais um

Aqueles que gostam de musicais podem se animar. Na última sexta-feira, dia 11, estreou no Teatro Frei Caneca a peça Divina Elizeth.  Com cinco atrizes, a peça conta a história de Elizeth Cardoso, uma exímia cantora de música popular brasileira.

Aliás, quem quiser saber mais sobre a peça, o Jornal Destak publicou uma matéria sobre esse assunto.

 Então sentem-se em seus lugares que a peça já vai começar.

Lygia Haydée

 

Publicado em: on Abril 14, 2008 at 10:07 pm Comentários (0)
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A autenticidade dos palcos

Estava voltando para casa e encontrei um palhaço fazendo o seu espetáculo no meio da Avenida Paulista. Quase ninguém lhe dava atenção, o que me deixou muito intrigada. Por que será que os palcos dos teatros – e nesse caso ouso dizer os picadeiros – dão maior autenticidade a determinados artistas? Por que um artista se torna melhor do que tantos outros pelo simples fato de estar em cima de um palco e embaixo das luzes dos holofotes? Não deveria haver essa distinção, afinal, muitas vezes, esses artistas que são deixados de lado pelo simples fato de estarem se apresentando nas ruas são tão bons quanto os mais famosos dentre os artistas conhecidos.

Mais uma vez os fatos ilógicos desse mundão me fizeram pensar nas situações hipócritas que tenho que presenciar todos os dias. Só espero que em algum momento as cochias deixem de ser privilégio de uma minoria que se apresenta para outra minoria. E, espero também, que a alegria desses artistas de rua jamais se esgote com as injustiças encontradas em cada esquina.

Lygia Haydée

 

Publicado em: on Abril 8, 2008 at 11:59 am Comentários (0)
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