Polêmica de Ronaldo vira peça de teatro

As artes tendem a imitar a vida real. A peça “A estrela sou eu” aproveitou a polêmica, que envolveu o jogador Ronaldo e mais três travestis para divertir o público GLS. O tema da montagem é o gay enrustido. A história do fenômeno entrou de última hora na trama junto com a participação da travesti envolvida no caso, Andréia Albertini. A sua personagem se chamará Márcia e vai contar casos semelhantes ao de Ronaldo, mas sem citar nomes! 

A peça estréia nessa quinta-feira, dia 26, em uma pizzaria voltada para o público GLS.

Quem quiser unir o útil ao agradável pode sair para jantar e de quebra dar muita risada.

Bill Pizza

R. da Consolação, 2.518

tel. 3257-6303 ou 9300-5074

ingressos R$10

Daniela Rosolen

 

Publicado em: on Junho 23, 2008 at 8:35 pm Comentários (0)

Hillary Clinton assiste à peça de brasileiro

A senadora Hillary Clinton ficou curiosa para ver o que que os brasileiros tem de especial. Ontem, ela decidiu assistir a peça do vencedor do prêmio Tony, o equivalente ao Oscar nos Estados Unidos. O brasileiro Paulo Szot, o vencedor,  é o protagonista do espetáculo “South Pacific” em cartaz na Broadway em Nova York.

Hillary ficou encantada com a peça e ao final da apresentação foi cumprimentar Szot. O ator se disse emocionado e afirmou que nada mudou na sua vida, após o prêmio.

Mas pressionado revela: o cachê teve um aumento de 500%, a bilheteria do espetáculço aumentou  e ele já recebeu uma cantada durante o espetáculo.

Quem quiser novidades sobre Paulo Szot vai ter que esperar ele revelar um novo segredo. O ator promete novidades em relação a Hollywood.

Daniela Rosolen

Morre o Visconde de Sabugosa

Visconde

O lendário personagem de Monteiro Lobato, o Visconde de Sabugosa, vai deixar saudades. Mas mais ainda vai deixar o ator André Valli. Ele morreu hoje, aos 62 anos, vítima de um câncer de fígado.

Conhecido por Visconde, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o ator também foi muito prestigiado no teatro. Atuou com grandes atores da dramaturgia como Marília Pêra e Tônia Carrero, nas peças “Toda Nudez Será Castigada” e  “A Visita da Velha Senhora”, respectivamente.

O ator era um grande fã de Nelson Rodrigues. Mas, um de seus grandes sonhos era interpretar Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Há dois meses o ator havia feito uma leitura dramática da obra. Mas por causa da doença, não teve como encená-la.

André Valli também participou de várias novelas, como Senhora do Destino e Laços de Família.

O corpo do ator foi velado hoje no Rio de Janeiro. Ele será enterrado amanhã no Recife, a sua terra natal.

Daniela Rosolen

Publicado em: on Junho 20, 2008 at 10:43 pm Comentários (0)
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De Capitão Nascimento a Hamlet

Capitão

Talvez seja difícil de imaginar tamanha transformação. Mas Wagner Moura que interpretou o violento Capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite, agora vai entrar na pele de um dos mais consagrados personagens de Shakespeare, Hamlet. A peça começa a ser encenada nessa sexta-feira, dia 20.
O projeto é antigo e está sob a chefia do diretor Aderbal Freire Filho.
Agora, Wagner Mora que se prepare, porque com certeza o público vai querer conferir essa transformação. Ou o ator é bom ou vai ter que pedir pra sair, porque ninguém quer saber de um Hamlet fanfarrão !!!

De 20/06 a 28/09 - Sex, Sab e Dom
Horário: sex e sab, às 20h; dom, às 18h
Preço: R$80,00 - $$$$
Teatro FAAP
R. Alagoas - 903
Pacaembu
Fone: 3662-7233

Daniela Rosolen

Publicado em: on Junho 19, 2008 at 1:11 am Comentários (0)
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A Sepente

A Serpente
Quem gosta de Nelson Rodrigues vai adorar a montagem da peça “A Serpente” com direção de Yara de Novaes.
A trama conta a história das irmãs Lígia e Guida. Elas vivem uma relação de profundo afeto. Tanto que chegam a se casar no mesmo dia e passam a morar no mesmo apartamento com os maridos. Mas um ano depois da lua-de-mel, Guida começa a ter problemas com o marido, que a abandona. A mulher desesperada, então, decide morrer. Para ajudar a irmã, Lígia propõe que ela passe uma noite com o seu marido. E ai… está armada a confusão!
O interessante é que as atrizes que vivem as duas protagonistas são irmãs na vida real. Lígia é interpretada por Débora Falabella e Guida por Cyntia Falabella.
As duas atrizes tem uma conexão muito boa no palco e não deixam a desejar.

Para quem estiver curioso para saber o final dessa história:

De 30/05 a 20/07 - Sex, Sab e Dom
Horário: sex e sab, às 21h; dom, às 19h
Preço: R$20,00 e R$10,00 (meia)
Tuca - Teatro da Universidade Católica
R. Monte Alegre - 1.024
Perdizes
Fone: 3670-8455/3188-4156

Daniela Rosolen

Publicado em: on at 12:57 am Comentários (0)

Relatos de um Nascimento

Pipa

Era uma vez…
Não pude entrevistar Zé Celso, grande personagem do ano de 1968. Mas mesmo sem conversar com ele diretamente em palavras, pude conhecê-lo melhor do que esperava. Simplesmente observando.
José Celso Martinez Corrêa é um homem de muitos partos. Primeiramente foi parido em 1937 pela mãe, em Araraquara, cidade do interior de São Paulo. O seu segundo nascimento, como ele mesmo diz, foi a sua primeira peça, Vento Forte Para um Papagaio Subir, de 1958. E depois do segundo nascimento, ele teve uma enxurrada de outros a cada peça que escrevia ou dirigia.
É possível abordar esse ator, diretor e produtor de diversas maneiras. Um nome ilustre em 1968, que enfrentou a ditadura para revelar a cultura inovadora, que quebrou tabus da sexualidade, teve o irmão morto por esse mesmo motivo, ajudou a fundar o movimento tropicalista e continuou caminhando, firme e forte, até os dias de hoje, 2008. Momento em que completa 70 anos e o teatro que criou com a ajuda dos amigos, o Oficina, completa bodas de ouro.
Tomei diversos nãos na cara, quando resolvi entrevistar essa figura polêmica. O seu secretário, Walter Peguini, dizia que ele estava muito ocupado procurando patrocinadores. Ele falou que o Teatro Oficina iria começar o ano do Jubileu sem um tostão no bolso. Bia Fonseca, a produtora de nosso personagem, só falava que ele estava muito ocupado. Eu, insistentemente, ainda ofereci entrevistá-lo no camarim, enquanto ele estivesse se preparando para a peça ou depois de atuar. Mas, Walter Peguini disse que era impossível. “O Zé não é uma máquina. Imagina, o homem tem 70 anos. Depois de atuar ele fica super cansado e não pode dar entrevistas”. Nisso se foram exatamente duas semanas. Até que tive a idéia de falar sobre o segundo nascimento de Zé Celso, a sua primeira peça e ainda por cima autobiográfica, que definiria o início de uma carreira expansiva, com o auge em 1968. Coincidentemente, a peça Vento Forte Para um papagaio Subir voltou em cartaz esse ano. E lá fui eu assistir a montagem e observar o que poderia abstrair de uma encenação. O problema, ou melhor, a solução, é que Zé Celso vive atuando o tempo inteiro. Ou seja, tudo aquilo que ele diria em uma entrevista, eu poderia captar em sua peça.

História

Digo, verdadeiramente, que foi uma das encenações mais tocantes que já vi. Os espectadores compravam os ingressos uma hora antes. Enquanto esperavam a hora do espetáculo podiam apreciar um vinho ou um bombom, que era vendido por uma das atrizes, vestida bizarramente em uma saia de bailarina pink e uma blusa preta comemorativa do Oficina. Ela tentava com a venda arrecadar dinheiro para o teatro. Chegou a hora de todos entrarem. Entre o recolhedor de ingressos e a entrada para os assentos do teatro-corredor, havia um pano em um formato bem singular. Ele queria sugerir a entrada ou a saída das pessoas em um útero. Era o nascimento o renascimento do qual Zé Celso tanto falava!
Todos assentados, começa a tocar uma música zen. Um telão no fundo do corredor mostra o casting da peça. Logo depois, a história de cada personagem é resumida em pequenas passagens. A história se passa na cidade fictícia de Nova Bandeirantes. João Ignácio Carvalho é um poeta. Um jovem que sonha em escrever, que crê em um mundo onírico. Está acostumado a ser chamado de poeta pelos moradores da cidade, e relegado a trabalhar em uma livraria, embora deteste o que faz. Ricardo Lupo é o melhor amigo de João Ignácio. Ele é um menino rico, que se veste à Marlon Brando. Lucinha é a namorada do protagonista. Ela pensa o que os pais pensam e quer que os outros pensem o que ela mesma não pensa. Maria das Dores é a irmã de João. Ela é uma enfermeira do hospital da cidade e conformada com a vida. A Mãe de João e Maria das Dores é uma velha doente, que vive preocupada se os filhos pegam ou não friagem e que de certa forma os prendem a cidade. Zé Celso participa como um fantasma na peça, ele ao mesmo tempo que é João, é só um espectro do que ele deseja ser e vai soltando sutis comentários no decorrer da história.

Análise:

Não vou contar todos os detalhes da peça. É melhor que cada um a veja e faça o seu julgamento. Mas, como vou falar sobre esse segundo nascimento de Zé Celso, que lhe daria as bases para a ascensão em 1968, preciso contar as partes que me fizeram entender a complexidade dessa pessoa.
Há uma cena em que o personagem mostra claramente a vontade que tem de se libertar. João Ignácio conta que quando menino tinha um papagaio admirado por todos, o Imperador, e que adorava empinar. Mas enquanto a pipa estava lá no ar, quanto mais ele o prendia entre as linhas, mais tinha vontade de soltá-lo, deixar que ele fosse encontrar o céu. Essa parte reflete a angústia do personagem e do próprio Zé Celso de querer se libertar e sair da cidade que não comporta os seus sonhos.
Em outro fragmento há um temporal que devasta a cidade. Enquanto milhares de moços ajudam a salvar os que tiveram suas casas destruídas e se afogavam no rio, João que gostaria de ir a luta, teve de ouvir do dono da livraria que ele não se metesse na confusão. “Você é poeta e o lugar dos poetas é aqui entre as estantes e os livros“. Essa cena mostra como o personagem sente-se incompreendido nos seus gostos, em ser quem realmente é. De repente, uma vontade sádica se apossa dele, que deseja que a cidade seja destruída pelo temporal.

Yes, participação:

Como todas as peças de Zé Celso tendem a serem participativas, há uma cena em que o personagem relembra os professores e os amigos da época em que era menino. Uma hora ele lembra da professora preferida e uma pessoa da platéia é escolhida para interpretar o papel. De repente em outra, ele lembra da melhor aluna da classe. E eis que, sou chamada a representar a tal colega estudiosa. Isso cria nos espectadores uma maior relação com a história. Zé Celso sempre quis causar esse impacto e interatividade em suas peças. Em uma hora se é mero espectador em outra você é o centro das atenções e todos se voltam para te contemplar.
Em outra cena faço mais uma pequena participação. Os atores distribuem livros de poemas entre a platéia. Todos se entreolham e pensam o que devem fazer. Como em uma torre de babel, juntos resolvem ler os poemas em mãos e a balbúrdia se estabelece de uma forma organizada. Zé me vê lendo Cecília Meirelles e me leva para o corredor, assim como faz com outros, para que juntos oremos a literatura poética. Uma cena que reflete tão singelamente do que a peça é feita. De pequenos pedaços de pessoas, poemas, letras e escritores. Enfim, de todas as pessoas que passaram naquele instante pela vida de Zé Celso e que de certa forma contribuíram para ele ser o que é hoje.
Diferentemente da malícia que Zé Celso tem atualmente, sua primeira peça vem recheada de delicadezas. Um momento marcante é quando João tem uma relação sexual com sua namorada. Entre as pernas de Lúcia é colocado um buquê de rosas que João começa a despetalar ferozmente. Quem diria que o Zé Celso que hoje fica nu e se masturba diante de uma platéia de 350 pessoas poderia pensar o ato sexual de forma tão romântica.
Na última passagem marcante, João, a namorada, o amigo Ricardo e a irmã deixam Nova Bandeirantes, assim como Zé Celso deixou Araraquara para explodir pelo mundo seus pensamentos avançados, sua cultura alucinógena e suas alusões invejadas. A Mãe repreenssora em um ataque de fúria por perder quem amava e controlava entra em chamas, em um espetáculo pirofágico. A peça termina singelamente com uma chuva de papagaios, que os espectadores levam felizes de volta para a casa.

Minha atuação:

Mas para mim a peça não terminou naquele momento. Depois de todos atravessarem o útero e renascerem para o mundo real, eu percebo que estou sem meu companheiro, meu namorado que junto comigo foi assistir a peça. Zé Celso o havia levado para dentro do Oficina depois que as portas se fecharam e todos os espectadores foram embora. Fiquei preocupada. Depois de uns dez minutos, meu namorado chega. Não tão assustado quanto eu previa. Zé Celso o havia convidado para tomarem um vinho juntos e quem sabe estender a noitada. Ele recusou! Zé Celso, mesmo assim, agradeceu. Meu namorado retribuiu o agradecimento e em troca recebeu um apertado abraço.
Zé Celso realmente não pode ser resumido em uma pessoa, em um diretor ou ator. Ele é um mistério. Uma pessoa que apanhou dos militares, que se exilou, que quis ser incompreendido e que mesmo assim fez e faz sucesso.

Daniela Rosolen

Publicado em: on at 12:31 am Comentários (1)
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Virada Cultural

Quem quiser aproveitar esse evento (26 e 27/04) organizado pela Prefeitura de São Paulo, não pode perder a peça “Prego na Testa” e ainda por cima de GRAÇA. E para aqueles que falam que não tem tempo de ir ao teatro, porque trabalham, o horário é bem diferente e vamos dizer, acessível para quem estiver disposto a dormir mais tarde.

O texto é uma adaptação do monólogo de Eric Bogosian. São nove esquetes super engraçadas sobre a neorose de quem vive no caos urbano.

Vale a pena conferir

Domingo

00:00 H

Espaço Parlapatões - Praça Roosevelt

E para quem quiser outras opções é só dar uma olhadinha no site do evento

http://viradacultural.org/

Daniela Rosolen

Publicado em: on Abril 23, 2008 at 9:45 pm Comentários (0)
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Os bons deixam saudades

Carmem Silva

 A atriz Carmen Silva, 92 anos, morreu na manhã dessa segunda-feira. Provavelmente, ninguém vai esquecer o rostinho da vovó de Doroti na novela “Mulheres Apaixonadas” da Rede Globo.

Nascida em Pelotas (RS), a atriz Maria Amália Feijó (nome verdadeiro), passou pelo teatro de rádio, escreveu roteiros para programas de diversas emissoras radiofônicas e atuou no cinema

Ganhou um dos prêmios mais vislumbrados no teatro, o Molière, por “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”, baseado no alto “Inês Pereira” do dramaturgo Gil Vicente.

Mas, como disse a atriz Regiane Alvez, que contracenou com ela em “Mulheres Apaixonas: “Foram 92 anos muito bem vividos”

 Daniela Rosolen

Publicado em: on Abril 21, 2008 at 9:25 pm Comentários (1)
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Rodriguianas

nelson rodrigues

“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.” (Nelson Rodrigues)

Daniela Rosolen

Publicado em: on Abril 15, 2008 at 9:17 pm Comentários (4)
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Ambientes teatrais

Há quem diga que teatro (ambiente físico) é tudo igual. Isso é porque não conheceram ainda o Oficina, a Casa das Rosas, o Fábrica são Paulo e outros teatros de ambientes mais alternativos.

No Oficina (no Bixiga), por exemplo, a estrutura do galpão é da famosa arquiteta Lina Bo Bardi. Não há palco ao estilo italiano, Os artistas encenam em um corredor, enquanto os espectadores assistem as peças sentados em bancos, posicionados como em uma arquibancada. Os bancos de plástico não são muito confortáveis. Mas, é uma experiência única poder assistir à uma peça encenada em um espaço tão livre . Parte das paredes do galpão são feitas de vidro, o que permite ver uma parte do céu e das construções nos arredores. Há ainda a presença de um piso de terra no local, onde  fica um tipo de árvore, que dá maior natureza ao ambiente. Fora isso, as peças podem ficar muito surpreendentes, porque o chão do corredor possui pequenas portas que dão acesso a uma espécie de calabouço, que podem er utilizados como recursos cênicos.

A Casa das Rosas (no Paraíso) teoricamente não é um espaço próprio para encenações. Mas as peças que se passam por lá são de causar diferentes sensações. As cenas são produzidas nos cômodos da casa e são, na maioria das vezes, restritas para um pequeno grupo de pessoas, apesar de a dimensão dos ambientes serem grandes ( a casa é de 1935). Ou seja, você pode assistir a peça em um banheiro, em um quarto, na sala ou ao ar livre, na varanda.

O Fábrica São paulo (na Consolação) possui duas salas normais, iguais aos dos teatros comuns. Mas, no piso inferior existe um galpão escuro de 570 m², que cria uma atmosfera totalmente diferente para  os espectadores. Na peça “Convite para jantar” encenada nesse local, galinhas foram colocadas no galpão. Em “17 X Nelson”, banheiras, chuveiros e móveis enormes decoraram o lugar.

Enfim, é preciso vasculhar e descobrir desde os teatros clásssicos, como o Municipal, aos de rua e ambientes fechados e intimistas.

Fica a dica desses 3 lugares para quem quiser conhecer!!

Daniela Rosolen