Mais da Virada

Confira outros destaques da Virada Cultural:

Espetáculo de acrobatas circenses em pleno Vale do Anhangabaú? Sim! Acrobático Fratelli se apresentará das 18h do dia 26 até as 18h do dia 27. Grátis.

A Cia. Linhas Aéreas apresenta um número literalmente nas alturas, a peça Sofá se passa em cima de um pequeno andaime na esquina da Av. São João com a R. Aurora. Dia 26, às 24h e dia 27, em dois horários, 1h e 15h. Grátis

E para a alegria da criançada, o Espaço Parlapatões apresenta O Brincabraque, dia 27, às 17h. A entrada é gratuita.

Bom divertimento a todos!

Priscila Zuini

 

Publicado em: on Abril 26, 2008 at 12:42 am Comentários (1)
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Virada Cultural

Quem quiser aproveitar esse evento (26 e 27/04) organizado pela Prefeitura de São Paulo, não pode perder a peça “Prego na Testa” e ainda por cima de GRAÇA. E para aqueles que falam que não tem tempo de ir ao teatro, porque trabalham, o horário é bem diferente e vamos dizer, acessível para quem estiver disposto a dormir mais tarde.

O texto é uma adaptação do monólogo de Eric Bogosian. São nove esquetes super engraçadas sobre a neorose de quem vive no caos urbano.

Vale a pena conferir

Domingo

00:00 H

Espaço Parlapatões - Praça Roosevelt

E para quem quiser outras opções é só dar uma olhadinha no site do evento

http://viradacultural.org/

Daniela Rosolen

Publicado em: on Abril 23, 2008 at 9:45 pm Comentários (0)
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Estréia da Semana

Estreiou no último fim de semana a peça “O Bem Amado”, sucesso de Dias Gomes, com Marco Nanini no papel do mítico Odorico Paraguaçu.

 

A história, sucesso na televisão, fala das confusões da cidadezinha baiana Sucupira e de seu prefeito que prometeu em campanha a construção de um cemitério, mas atrasa cada vez mais sua inauguração.

O texto de Dias Gomes, escrito em 1962, foi adaptado por Guel Arraes e Cláudio Paiva, que incluiram menções aos escândalos políticos atuais para manter a essência crítica da obra.

Encenada por oito integrantes da Cia. dos Atores que se revezam nos papéis, a peça conta com um cenário assinado por Gringo Cardia e direção de Enrique Diaz.

Confira a entrevista dada por Nanini para o videocast da Folha.

 “O Bem Amado”
Teatro Cultura Artística, sala Esther Mesquita
R. Nestor Pestana, 196, Consolação - tel. 11/3258-3595.
Sex. e sáb.: 21h. Dom.: 18h. Até 27/7.
Valores: R$ 25 a R$ 100.

 Priscila Zuini

 

Publicado em: on Abril 21, 2008 at 11:17 pm Comentários (1)
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Os bons deixam saudades

Carmem Silva

 A atriz Carmen Silva, 92 anos, morreu na manhã dessa segunda-feira. Provavelmente, ninguém vai esquecer o rostinho da vovó de Doroti na novela “Mulheres Apaixonadas” da Rede Globo.

Nascida em Pelotas (RS), a atriz Maria Amália Feijó (nome verdadeiro), passou pelo teatro de rádio, escreveu roteiros para programas de diversas emissoras radiofônicas e atuou no cinema

Ganhou um dos prêmios mais vislumbrados no teatro, o Molière, por “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”, baseado no alto “Inês Pereira” do dramaturgo Gil Vicente.

Mas, como disse a atriz Regiane Alvez, que contracenou com ela em “Mulheres Apaixonas: “Foram 92 anos muito bem vividos”

 Daniela Rosolen

Frase da madrugada…

“Para mim, a vida é a miniatura do teatro. Ele a aumenta, a embeleza, a sublima. A vida cria o conflito: o teatro o resolve; e, nessa solução, a vida tem aumentado seu patrimônio moral. A vida está cheia de Ciranos, Hamlets e Otelos, mas, só depois da arte, os haver mostrado, é que o mundo começou a reparar neles.”

 

Procópio Ferreira (1898 – 1979)

 

Anna Oliveira

Publicado em: on Abril 20, 2008 at 3:42 am Comentários (0)
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Teatro ao alcance da mão

Foi sentada em uma cadeira dura em uma sala de aula de auto-escola que tive meu primeiro contato com um livro de peça de teatro. Até então era “novata” nesse tipo de leitura.

A obra era A Serpente, de Nelson Rodrigues, e logo de início me deparei com o seguinte diálogo: “Décio – Diz agora que és p***. Diz que eu quero ouvir. / Lígia (lenta) – Sou uma prostituta. / Décio (trincando as palavras) – Eu não disse prostituta. Eu quero p***. / Lígia (soluçando) – Vou dizer. Sou uma p***”. Choque. Primeiro porque houve aquele estranhamento com a disposição do texto – não estava acostumada com todas aquelas rubricas –, segundo porque não é sempre que dou de cara com um diálogo um tanto quanto violento já nas primeiras páginas.

Vou confessar: no começo foi um pouco difícil me acostumar com o estilo da escrita. Algumas vezes me pegava pensando “mas quem está dizendo isso mesmo?”, aí voltava e identificava o personagem no canto esquerdo da página. No entanto, após alguns tropeços, peguei o jeito da leitura e, então, ela deslanchou.

É interessante notar como, mesmo não estando dentro de um teatro sentada em uma daquelas poltronas acolchoadas e mirando direto para o palco, a sensação é bem parecida com a de fazer parte da platéia. As descrições contidas nas rubricas e as tantas falas dos personagens me fizeram andar – ou melhor, ler – no ritmo da história, me transportando para dentro dela.

Claro que imaginar-se nos locais descritos na história é um efeito natural em qualquer tipo de livro, mas não pensava que um “simples” roteiro poderia provocar o mesmo efeito que um romance de muitas páginas. Certamente o papel não substitui uma ida ao teatro, mas quando se está presa no trânsito de São Paulo ou mesmo confinada em uma aula de mecânica da auto-escola, por que não fazer o exercício de se imaginar em outro lugar e transportar-se para frente das cortinas vermelhas? Acho que vale a pena, afinal não faz sentido desperdiçar um teatro que está bem ali, ao alcance de nossas mãos.

 Anna Oliveira

 

Publicado em: on Abril 19, 2008 at 4:09 am Comentários (0)
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A primeira vez a gente nunca esquece…

Pelo meu último post já deu para perceber um pouco o quanto sou apaixonada por musicais. O primeiro que assisti foi Miss Saigon quando ainda tinha 10 aninhos. Fui morar três meses nos Estados Unidos e pude conhecer de perto a magnitude da Broadway. Por isso deixo vocês com dois trechos desse belo musical, que assisti novamente ano passado na montagem brasileira.


Lygia Haydée

Publicado em: on Abril 18, 2008 at 1:09 am Comentários (0)

De Camus às Casas Bahia

Como o tema desse blog é teatro e temos uma amiga que é simplesmente apaixonada pelos palcos, resolvemos tê-la como colaboradora… Sim, daqui para frente o “No Palco” contará também com textos de Vanessa Medeiros, uma ótima atriz, exímia jornalista e excelente amiga.

Confiram:

 O respeitável público acompanha atento cada um de seus gestos. Aos 42 minutos de peça, nenhum dos espectadores pensou em tirar os olhos das cenas que acontecem em cima do palco logo à frente deles. Não são muitos, é verdade, mas a audiência é fiel. Os três espectadores desta noite no Teatro Bela Vista saíram do lugar espantados com o espetáculo. “Aquele careca é ótimo”, comenta um deles à porta.

Aquele careca é Geraldo Pedro da Silva Júnior, no papel de um noivo liberal que precisa agüentar as moralidades da noiva virgem em plena noite de lua de mel. O pífio desempenho do público não chega a incomodar. Afinal, é impossível que Geraldo Pinheiro, como adotou em seu nome artístico, não seja notado.

Um metro e 82 centímetros, os ombros largos e o porte de lutador de artes marciais assustam alguns espectadores mais desavisados. Nem bem o gigante aparece sob as luzes da ribalta, uma expressão generosa se ilumina, e os dentes fazem sorrir o rosto todo, do largo queixo à grande careca que ostenta – nem um único fio de cabelo sobrou para contar uma história.

Não que seja preciso – um bom personagem sabe como traçar suas próprias histórias, e raramente precisa que o interlocutor se empolgue tanto quanto ele. Dispara palavras e frases e períodos inteiros sem perder o ritmo, o tom de voz acelerado, a dicção impecável treinada à base de muito exercício e um pacotinho de chicletes no bolso da camisa. “Ajuda a articular a fala”, explica.

Ajudou tanto que ele resolveu deixar as pausas para raros momentos, e somente com a função de recuperar o fôlego. A mania de esboçar algum tipo de comunicação com tudo e com todos vem de longa data. Aos 17 anos, o jovem estudante se viu diante de uma escolha inevitável – e nem por isso menos complicada. Seguir os caminhos tortuosos (e financeiramente inseguros) da arte que praticava desde os 13, ou a vontade do pai de ver o filho como executivo de uma grande empresa.

Como em um desses inevitáveis tropeços da vida, Geraldo escolheu a engravatada segunda opção. Concluiu a faculdade de publicidade e propaganda, área na qual trabalhou durante sete anos, antes de jogar tudo para o alto em nome do que fazia falta em sua vida. “Um pouco de circo, e de rebeldia. Foi uma tentativa de me livrar do suicídio constante em que meu mundo havia se transformado”, lembra o ator.

Entrou para o curso Célia Helena aos 29 anos, e, tomado por uma vontade incontrolável de não perder o controle da situação, não deixou que seu pai interferisse nas escolhas. “Foi quando tomei as rédeas da minha liberdade”.

Ele só não foi galã da Globo. Em seu currículo, “Cinderela”, “A Pedra do Reino”, “Calígula”, “Fogo Cruel em Lua de Mel”. O que não impede que conviviam, quase que no parágrafo seguinte, “Parmalat”, “Vivo”, “Banco Real”, “Casas Bahia” e “Citroen C3”. Por mês, são dez testes para campanhas publicitárias. Há mais de 90 dias não é chamado para nenhuma delas. É outro lado da profissão na qual se formou: de futuro executivo de agências a rejeitado pela maioria delas.

Como ator não vive (ainda) de vento, Geraldo arranjou uma receita alternativa. De noite, põe a maquiagem do espetáculo e veste o figurino: pijama vermelho. No dia seguinte, troca o short e a camisa por um jaleco branco que o acompanha nas aulas de educação artística que ministra em uma escola particular do bairro onde mora, a Vila Sônia, quase na divisa com o município de Taboão da Serra.

Depois de um dia na sala de aula, uma boa notícia chega ao teatro. Quase dez espectadores: um amigo trouxe a família. No estacionamento, um cigarro antes de entrar no carro – faz doze horas que não fuma, por causa da correria. É preciso acendê-lo com cuidado, e fumar sempre do vidro para fora. Um maço teria até vergonha de entrar, tamanha a implicância de Dona Marisa, mãe de Geraldo, com qualquer tipo de fumaça. “Ela odeia, e eu não posso contrariar a mulher”.

Dona Marisa, ao contrário do que se pode esperar de uma mulher que não pode ser contrariada, tem menos de 1,5 metro de altura, 70 anos, e uma grande tendência para o bom humor. Seu marido não fala com o filho ator há mais de década, como diria Dona Marisa, e os três ainda moram na mesma casa. “O salário na peça e na escola não dá para sair daqui, mesmo com esses problemas.” A mãe completa: “Mas vai dar, filho, tenha fé que vai dar”. Como o respeitável público, ela também não consegue tirar os olhos do filho que virou artista.

 Vanessa Medeiros

Teatro 1968 no Sesc

Como informamos no 1º post, em breve falaremos sobre o teatro em 1968. mas, enquanto isso, você pode se adiantar e conferir a programação cultural de Vida Louca-Vida Intensa: Uma Viagem pela Contracultura.

 

No Sesc Pompéia até o dia 22 de junho, a mostra do curador Eduardo Beu é uma boa pedida para quem quer conferir diferentes apresentações de teatro e também de dança.

 

No dia 15, 16, 22 e 23 de maio, por exemplo, será apresentada às 20h “Noites Sujas: Hilda Hilst Noviciado da Paixão”, um espetáculo que traça um perfil tanto literário quanto pessoal da escritora, dramaturga e poetisa brasileira Hilda Hilst.

 

Quer saber o que mais você pode encontrar nessa “viagem” aos anos 60? Acesse www.sescsp.org.br e faça sua programação da semana!

 

 

Anna Oliveira

Publicado em: on Abril 17, 2008 at 5:48 pm Comentários (0)
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Rodriguianas

nelson rodrigues

“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.” (Nelson Rodrigues)

Daniela Rosolen

Publicado em: on Abril 15, 2008 at 9:17 pm Comentários (4)
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